Bem que podia ser possível viajar para outro século e cometer verdadeiras loucuras de amor.

Hoje, loucuras de amor são vistas como “estar na coleira” e quanto mais presentes tu receber, mais julgado como “amada” tu és. E é por estes estereótipos que eu te dizia o meu ódio por estes padrões que tu tanto queria seguir.

Mas eu queria poder ter demonstrado mais as minhas pequenas loucuras pra ti feitas. Os gigantescos textos por mim escritos eram sempre escondidos e envergonhados e eu desejo que pudesse ter escrito muito além, no entanto, creio que minhas poucas palavras de amor bastaram, foram até exageradas para este século, mas sou dramática e tu sabes disso, porque meu coração dizia bilhões de vezes mais, porém meu amor, pra ti, aquelas míseras palavras te fizeram entender o quanto o amei e o quão louca sempre fui, o aceitável para o padrão de amor, obviamente.

Meu desejo era ter sido mais pirada, mas isso nunca combinou com teus olhos tímidos e tuas poucas palavras. Ainda assim eu te amei, mas queria ter lhe amado com a loucuras de outros tempos, para este foi suficiente,  mas não para mim.

Ainda assim, que algum dia tu possas me entender. Entender essa intensidade, aqueles tipos de olhar que eu tanto falava e que você tanto criticava ser vergonhoso. Eu espero te ver um dia cometer aquelas mesmas loucuras que meus livros descrevem, e que um dia me entendas e passe a ver o amor como único, sereno e sem padrões, mas sim com muitas declarações, sejam elas silenciosas ou escandalosamente gigantes.

Bem que o amor podia ser sempre assim…

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